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PREVISÃO DE LANÇAMENTO: 01/06/2026. Não são muitos os poetas de que podemos dizer que riem enquanto escrevem e, menos ainda, aqueles que fazem os leitores rirem enquanto leem seus versos. Bruna Beber, sem dúvida, é uma dessas, desde sua estreia que agora completa duas décadas, porque acompanhar suas palavras é como fazer um passeio pelas ruas mais inusitadas, entrando e saindo das casas de amigos e amores, de bares e feiras, parando para comer um pastel, bater um papo nada urgente ou morder com vontade alguma fruta. O leitor do Círculo de Poemas já foi lançado no meio desse rolê por Sal de fruta , em 2023. Agora, em Pó de arroz , segundo volume da sua 'Trilogia filológica do paladar', o amor colhido no caminho pode aparecer assim: 'Ela me deu um Bubbaloo. Tomamos suco de angu. De repente uma confusão. Rolamos nuas pelo chão. De São Paulo à Tijuca: totó, tranca e sinuca. Da Tijuca ao Piauí: cerveja, pinga e tambaqui'. E descobrimos, nessa série de poemas em prosa que tem ovos - sim, ovos - como protagonistas, algumas verdades simples, como são aquelas de que mais precisamos: ora ela nos diz que 'A paixão é molhadinha', ora que 'Água de cheiro de gente é tão bom'. A poesia de Beber gosta do desvio, do drible, do jogo. Em Pó de arroz , há muita comida: pastel, farofa, cozido, mel, ovos, ovas e mais ovos. Mas, no fundo, é de amor e desamor que se trata o tempo todo. Ou não? Repare: 'é na cozinha que sou mais feliz quando não estou na sala'. E ela fala tão de perto conosco que nem parece estar fazendo poesia. Mas está, ô se está.